
Escritor e Roteirista

Apesar de operar num nível aparentemente comum eu fui influenciado por forças maiores a criar sem saber as condições perfeitas para o plantio das sementes iluminadas.
Aqui, os escritos encontram solo fértil para desabrochar, escondidos que estão sob a aparência de meras narrativas de ficção.
Pois, a verdade sempre vem disfarçada para despistar olhos hostis, e da mesma forma que a seda disfarça a borboleta, o véu da ficção esconde perolas de sabedoria para mentes predestinadas a encontrarem.
Ao destampar este Jarro literário, o autor liberta forças que não poderão mais ser contidas - da mesma forma que Pandora soltou uma por uma as mazelas antes mantidas soterradas no antigo artefato mítico.
O termo captura perfeitamente a ideia de que, uma vez desvendadas tais informações, uma pléiade de novas indagações, dúvidas, suspeitas e perspectivas diferentes se espalharão por todos os recantos, alimentando horas de investigação e especulação.
Assim como na lenda, um mal inevitavelmente saiu do Jarro ao se abri-lo à humanidade.
Porém, ao final também restou a esperança, representada pela vida que permaneceu no fundo do objeto mesmo após tudo ser derramado.
E esta esperança é a busca incessante por resposta que o autor alimenta nos corações através de suas obras.
Sua missão é manter viva a chama até que, um dia, a verdade completa seja revelada!
A metáfora do "Jarro de Pandora" permanece profundamente atual ao se referir a obras literárias contemporâneas que abordam grandes enigmas não solucionados de nosso tempo.
A Águia está pronta para deixar seu ninho e voar sobre tudo aquilo que não é seu!